quarta-feira, 17 de junho de 2009
“Deus é mais belo do que eu. E não é jovem."
Adélia Prado quem disse. E se ela disse, eu assino embaixo!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
“Ah, não; amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por este mundo, barganhando ajudas, ainda que sendo com o fazer a injustiça dos demais. Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é.”
Guimarães Rosa in Grande Sertão: Veredas
Guimarães Rosa in Grande Sertão: Veredas
segunda-feira, 25 de maio de 2009

Vi essa imagem no BLOG dele e achei a melhor das três....
Trata-se de cartazes de uma campanha feita para a Sociedade Internacional dos Direitos Humanos que critica o medo que ditadores têm do acesso livre à informação.
Na figura está retratado Mahmoud Ahmadinejad, mas tem também do Hugo Chávez e Raúl Castro.
sábado, 23 de maio de 2009
Porque hoje, o Zé deve estar lá no céu cantando com a Elis...
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Um dia vieram e
levaram meu vizinho
que era judeu.
Como não sou judeu,
não me incomodei.
No dia seguinte vieram e
levaram meu outro vizinho
que era comunista.
Como não sou comunista,
não me incomodei.
No terceiro dia vieram e
levaram meu vizinho
católico.
Como não sou católico,
não me incomodei.
No quarto dia, vieram e
me levaram;
já não havia mais ninguém
para reclamar.
Martin Niemöller (1933)
levaram meu vizinho
que era judeu.
Como não sou judeu,
não me incomodei.
No dia seguinte vieram e
levaram meu outro vizinho
que era comunista.
Como não sou comunista,
não me incomodei.
No terceiro dia vieram e
levaram meu vizinho
católico.
Como não sou católico,
não me incomodei.
No quarto dia, vieram e
me levaram;
já não havia mais ninguém
para reclamar.
Martin Niemöller (1933)
No caminho com Maiakóvski
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Eduardo Alves da Costa (1967)
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Eduardo Alves da Costa (1967)
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Confissão de um terrorista!
Ocuparam minha pátria
Expulsaram meu povo
Anularam minha identidade
E me chamaram de terrorista
Confiscaram minha propriedade
Arrancaram meu pomar
Demoliram minha casa
E me chamaram de terrorista
Legislaram leis fascistas
Praticaram odiada apartheid
Destruíram, dividiram, humilharam
E me chamaram de terrorista
Assassinaram minhas alegrias,
Sequestraram minhas esperanças,
Algemaram meus sonhos,
Quando recusei todas as barbáries
Eles... mataram um terrorista!
Mahmoud Darwich (2008)
Expulsaram meu povo
Anularam minha identidade
E me chamaram de terrorista
Confiscaram minha propriedade
Arrancaram meu pomar
Demoliram minha casa
E me chamaram de terrorista
Legislaram leis fascistas
Praticaram odiada apartheid
Destruíram, dividiram, humilharam
E me chamaram de terrorista
Assassinaram minhas alegrias,
Sequestraram minhas esperanças,
Algemaram meus sonhos,
Quando recusei todas as barbáries
Eles... mataram um terrorista!
Mahmoud Darwich (2008)
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